sexta-feira, 29 de julho de 2011

Ciúmes de tudo:





Meus livros, meu cachorro, minha xícara, minha cadeira, meus óculos, meu espelho, minha escova de cabelo, meu skate, meu computador, meus amigos, meu travesseiro, minhas roupas, meu namorado(a), meus sapatos, minhas bolsas, meu boné, meus lápis, minhas canetas, minha família, minha música, minha banda, minha televisão, meu filme, minha novela, meu seriado, meu caderno, minha agenda, minha bola de futebol, minhas fotos, meus ursinhos, meus esmaltes, meus perfumes, minhas maquiagens, meu celular, minha câmera, meus pôsters, minhas revistas, meus cd's, meus dvd's, meu corte de cabelo, meus brincos, minhas pulseiras, minhas cartas, minhas caixas, meus colares. meu quarto. minhas recordações. minhas pessoas. minhas coisas. meu mundo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Cem anos de perdão – Clarice Lispector

Quem nunca roubou não vai me entender. E quem nunca roubou rosas, então é que jamais poderá me entender. Eu, em pequena, roubava rosas.
Havia em Recife inúmeras ruas, as ruas dos ricos, ladeadas por palacetes que ficavam no centro de grandes jardins. Eu e uma amiguinha brincávamos muito de decidir a quem pertenciam os palacetes. “Aquele branco é meu.” “Não, eu já disse que os brancos são meus.” Parávamos às vezes longo tempo, a cara imprensada nas grades, olhando.
Começou assim. Numa dessas brincadeiras de “essa casa é minha”, paramos diante de uma que parecia um pequeno castelo. No fundo via-se o imenso pomar. E, à frente, em canteiros bem ajardinados, estavam plantadas as flores.
Bem, mas isolada no seu canteiro estava uma rosa apenas entreaberta cor-de-rosa-vivo. Fiquei feito boba, olhando com admiração aquela rosa altaneira que nem mulher feita ainda não era. E então aconteceu: do fundo de meu coração, eu queria aquela rosa para mim. Eu queria, ah como eu queria. E não havia jeito de obtê-la. Se o jardineiro estivesse por ali, pediria a rosa, mesmo sabendo que ele nos expulsaria como se expulsam moleques. Não havia jardineiro à vista, ninguém. E as janelas, por causa do sol, estavam de venezianas fechadas. Era uma rua onde não passavam bondes e raro era o carro que aparecia. No meio do meu silêncio e do silêncio da rosa, havia o meu desejo de possuí-la como coisa só minha. Eu queria poder pegar nela. Queria cheirá-la até sentir a vista escura de tanta tonteira de perfume.
Então não pude mais. O plano se formou em mim instantaneamente, cheio de paixão. Mas, como boa realizadora que eu era, raciocinei friamente com minha amiguinha, explicando-lhe qual seria o seu papel: vigiar as janelas da casa ou a aproximação ainda possível do jardineiro, vigiar os transeuntes raros na rua. Enquanto isso, entreabri lentamente o portão de grades um pouco enferrujadas, contando já com o leve rangido. Entreabri somente o bastante para que meu esguio corpo de menina pudesse passar. E, pé ante pé, mas veloz, andava pelos pedregulhos que rodeavam os canteiros. Até chegar à rosa foi um século de coração batendo.
Eis-me afinal diante dela. Para um instante, perigosamente, porque de perto ela é ainda mais linda. Finalmente começo a lhe quebrar o talo, arranhando-me com os espinhos, e chupando o sangue dos dedos.
E, de repente – ei-la toda na minha mão. A corrida de volta ao portão tinha também de ser sem barulho. Pelo portão que deixara entreaberto, passei segurando a rosa. E então nós duas pálidas, eu e a rosa, corremos literalmente para longe da casa.
O que é que fazia eu com a rosa? Fazia isso: ela era minha.
Levei-a para casa, coloquei-a num copo d’água, onde ficou soberana, de pétalas grossas e aveludadas, com vários entretons de rosa-chá. No centro dela a cor se concentrava mais e seu coração quase parecia vermelho.
Foi tão bom.
Foi tão bom que simplesmente passei a roubar rosas. O processo era sempre o mesmo: a menina vigiando, eu entrando, eu quebrando o talo e fugindo com a rosa na mão. Sempre com o coração batendo e sempre com aquela glória que ninguém me tirava.
Também roubava pitangas. Havia uma igreja presbiteriana perto de casa, rodeada por uma sebe verde, alta e tão densa que impossibilitava a visão da igreja. Nunca cheguei a vê-la, além de uma ponta de telhado. A sebe era de pitangueira. Mas pitangas são frutas que se escondem: eu não via nenhuma. Então, olhando antes para os lados para ver se ninguém vinha, eu metia a mão por entre as grades, mergulhava-a dentro da sebe e começava a apalpar até meus dedos sentirem o úmido da frutinha. Muitas vezes na minha pressa, eu esmagava uma pitanga madura demais com os dedos que ficavam como ensangüentados. Colhia várias que ia comendo ali mesmo, umas até verdes demais, que eu jogava fora.

Nunca ninguém soube. Não me arrependo: ladrão de rosas e de pitangas tem 100 anos de perdão. As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem para ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens.

----------------------------------------------------------------------------------------------------------

Clarice Lispector. In: “Felicidade Clandestina” – Ed. Rocco – Rio de Janeiro, 1998

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Você se lembra?



Lembra-se da primeira vez que me viu? Eu nem notei você.
Lembra-se de quando fomos apresentados? Eu não dava a mínima para você.
Lembra-se do nosso primeiro beijo? Pois eu jamais esquecerei.
Lembra-se quando foi embora e eu não chorei? Era porque não queria que me visse triste, pois não queria perder você.
Lembra-se das vezes em que ficamos “às escondidas”? Era “ás escondidas” para alguns, mas queria que todo o mundo visse o quanto eu estava apaixonada por você.
Lembra-se das vezes em que eu dizia que não te queria e pedia para você me esquecer? Na verdade eu só queria está com você.
Lembra-se quando você me  chamou de “Minha princesinha“? Nunca o vira tão romântico a tal ponto.
Lembra-se a primeira vez quando disse “eu te amo”? Nesse dia foi um dos dias mais felizes da minha vida.
Sabe por que eu estou perguntando se você se lembra? É porque eu me lembro de cada dia que passamos juntos.
Sempre tentava lembrar por que eu tentava te esquecer, então sempre surgia a sua imagem em minha mente e pude perceber o por quê?! É por que EU AMO VOCÊ!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

-


"Fiquei feliz em poder sentir tua falta, - a falta mostra o quão necessitamos de algo/alguém. É assim o nosso ciclo. Eu te preciso. Perto, longe, tanto faz. Preciso saber que tu está bem (...) Ah, e eu estou te esperando, com meu vestido longo, óculos escuros grandes e meu coração pulsando forte, e te abraçar até sentir o mundo girar apenas para nós. É, eu gosto muito de ti."


Caio Fernando de Abreu

Saudade



Por que sinto falta de você? Por que está saudade?
Eu não te vejo, mas imagino suas expressões, sua voz teu cheiro.
Sua amizade me faz sonhar com um carinho,
Um caminhar, a luz da lua, a beira mar.
Saudade este sentimento de vazio que me tira o sono 
me fazendo sentir num triste abandono, é amizade eu sei, será amor talvez...
Só não quero perder sua amizade, esta amizade... 
Que me fortalece me enobrece por ter você.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Fim do Romance

Já tive muitos fins de namoros e em todos me sair muito bem, mas meu ultimo namorado foi diferente e até hoje eu pensava ‘’por quê?‘’

No começo tudo é flores.” Não suporto mais ouvir essa frase. É, era tudo perfeito, ele me ligava de manha, de tarde e a noite. Minha família o adora e vice versa e tinha vários outros motivos que nos levava a ficar juntos. Estava tudo ocorrendo perfeito demais, achava que estava até em um conto de fadas, mas quando ele  terminou comigo tudo se tornou um pesadelo, pensei até que ia morrer de tanto chorar. Eu ficava dizendo: ‘’ Prefiro que enfie uma faca em mim e arranque vagarosamente do que sentir essa dor que está cada vez mais esmagando meu coração!’’ Dramático, não? É também acho, mas no momento de dor de ‘’amor’’ ninguém merece sofrer. Então o tempo foi passando e estou pensando de um modo diferente.
Penso que: ‘’ Ele era perfeito demais para mim, não existem ROMANCES PERFEITOS, existem AMORES perfeitos. E quando é amor se eterniza, não tem algo sem sentido, como um FIM!’’

Por enquanto penso assim, mas quem sabe um dia eu mudo, afinal podemos todo dia mudar.

Reativação

Estou voltando reativando meu blog acho minhas ideias muito toscas e sem graça, mas estou procurando melhorar, afinal nada melhor do que a prática.

Espero que gostem (: